A maioria das empresas gasta muita energia, esforço e capital para reter e atrair talentos, mas investe, no geral, muito pouco em criar uma estratégia de marca empregadora sólida.

Vamos pensar em uma situação em que você está navegando na internet e uma chamada publicitária te atinge com objetivo de vender algo que você precisa. Caso você não tenha tido nenhum contato ou uma mínima interação com esse produto, você clicaria no botão “comprar” apenas a partir de uma única chamada? Dificilmente.

Isso porque antes de comprar buscamos informações, sentimos o desejo de adquirir algo e tomamos ou não uma decisão. Mas tivemos um contato antes.

Então por qual motivo muitas empresas ainda acreditam que os candidatos se aplicariam para uma vaga a partir apenas de uma divulgação de oportunidade ou de uma postagem nas redes sociais sobre um onboarding “cool”?

Seu candidatos sabem quem é você? O que você tem a oferecer? O que você espera? Qual a possível evolução de carreira, entre outras diversas informações?

Você comunicou isso ANTES?

É por isso que muitas vezes contratamos profissionais que não têm clareza de onde estão entrando e acabam saindo ou declinando do processo. O que acarreta perdas significativas para ambos os lados, e muito porque não contamos toda a história para eles. Falta transparência e comunicação.

Não existe O candidato ideal ou A empresa ideal, o que existe é o candidato e a empresa que compartilham coisas em comum. Um casamento entre esses dois personagens.

Bons profissionais de Employer Branding insistem em mostrar a importância do EVP ou Employee Value Proposition e “batem no botão”das palavras: gestão e estratégia. Pois isso é o que faz sua marca ser única e ter consistência.

Home office, dress code, VR, VA, day off, entre outros benefícios, são sem dúvida fatores importantes para atração e retenção, mas não isoladamente. Quantas empresas oferecem isso? São benefícios, mas não diferenciais.

A proposta de valor precisa ser pensada cuidadosamente, com método, pesquisa e personalização para a empresa. Não adianta reproduzir ou adaptar algo do mercado. As suas necessidades e dores podem ser outras, e o que torna a sua empresa única também.

Por isso, Employer Branding é um componente organizacional essencial. Se as empresas não conseguem atrair, envolver e reter o talento certo, é improvável que alcancem seus objetivos de negócios. Uma pesquisa da ICM Unlimited de 2016 mostrou que, já na época, uma empresa com 10.000 funcionários pode gastar até US$ 7,6 milhões em salários adicionais para compensar uma má reputação.

Portanto é evidente que planejamento e estratégia são essenciais para a construção e gestão da sua marca empregadora. E isso deve ser contínuo e não apenas ações isoladas.

Para começar:

  1. Estude muito sobre o tema, faça cursos, veja referências nacionais e internacionais, e a partir disso abra caminhos internos.
  2. Entenda a dor da sua empresa. Isso te dará um norte por onde começar e o que você precisa olhar
  3. Comece a contar a histórias dos seus colaboradores tanto para eles como para possíveis candidatos
  4. Tenha consistência, defina um plano a LONGO prazo
  5. Monitore seus resultados
  6. E por último: não tenha pressa. A construção e gestão da sua marca empregadora não terá fim, e você precisará de diversas reavaliações ao longo do caminho.

Poucas ações, mas que sejam estratégicas, contínuas e alinhadas com a sua empresa, valem mais do que grandes ações, mas que são isoladas e no fim não trarão solidez e resultados efetivos para a sua marca empregadora.