Apesar de, infelizmente, estarmos cada vez mais adiando a previsão sobre quando poderemos dizer que alcançamos esta nova era, do Pós-Covid, este é um tema que já vem sendo debatido e que deve mesmo começar a ser pensado em nossas empresas.

Dentro disto, uma das ações necessárias será, sim, fazer com que líderes invistam mais em Employer Branding (EB), sua reputação como marca empregadora. É sobre isto e outras estratégias que tentarei trazer aqui neste texto, de ensinamentos que colhi de alguns profissionais da área.

Por que fazer os líderes investirem em EB?

Como gostamos de falar, não existe a decisão sobre ter ou não marca empregadora. As pessoas, seus candidatos e colaboradores já têm um uma percepção e opinião sobre sua empresa, você querendo ou não, influenciando ativamente ou não. E, à medida que aumenta a demanda das companhias por clientes e competitividade, também aumenta sua demanda por funcionários e, assim, uma reputação forte como empregadora.

Logo, precisamos conectar nossas estratégias de marca empregadora aos nossos valores e ao nosso propósito como negócio. Precisamos nos manter verdadeiros com quem somos e executar nossas ações de employer branding com algumas diretrizes principais:

  • Fazendo investimentos de alto valor (às pessoas);
  • Sendo visível;
  • Construindo uma liderança mais pessoal e humana.

Em resumo, é importante estarmos comprometidos em reforçar nossa cultura.

Como fazer os líderes investirem em EB?

Antes de mais nada, cada empresa deve olhar para o seu contexto e desafio. Assim, podemos entender se estamos em um estágio inicial de começar a escrever uma página em branco ou se já estamos em uma etapa mais avançada de nos tornarmos mais influenciadores. Depois de entendermos isto, podemos pensar em ações mais tácitas para iniciarmos este projeto.

E que estratégias de curto-prazo podemos focar em 2021?

  • Abordagem autêntica: pessoas são nervosas. Precisamos aproveitar a oportunidade para apoiarmos as pessoas e tornar as coisas mais fáceis a elas. Mas, temos que fazer isto de forma autêntica e também compartilhar com o restante do mundo. Precisamos otimizar sobretudo os processos de Onboarding, Comunicação Interna e Bem-Estar… ajudar as pessoas a se conectarem.
  • Abordagem digital: precisamos acelerar o digital, a estratégia de rede social e o trabalho remoto. E o que podemos fazer a longo-prazo (3 anos)?
  • Antes de tudo, consolide as boas práticas que já estão sendo feitas agora e construa novas. Com as economias recuperadas, podemos validar novas formas de operar um negócio.
  • Depois, garanta que o seu talento está sendo produtivo e motivado tanto quanto for possível. O objetivo é torná-los advogados da sua marca. Construa uma Experiência do Colaborador que impacte a sua Experiência do Consumidor. As pessoas hoje estão considerando cada vez mais o que é importante a elas e o que elas esperam na hora de se casar com um empregador. E 2021 vai ser o ponto da virada neste sentido. Alinhe o seu EB ao seu propósito. Defina os momentos que importam a seus funcionários e faça a diferença neles.
  • Além disso, reimagine o seu EB, seja ousado e humano nas pequenas coisas que mais importam. Tenha um papel de significado na vida inteira das pessoas, não só ao longo de seu ciclo de vida como seu candidato ou colaborador.
  • Por fim, foque em propósito, tente unificar mensagens, crie boas práticas e as expanda pelo mundo. Aproveite dos conceitos de marketing e funil de vendas neste ponto. Apesar de muitas coisas estarem acontecendo e mudando, algumas coisas se mantém importantes sempre, como a humanidade. E o Employer Branding pode te ajudar nisto!

Como ponto básico, faça uma estratégia de cada vez, mas seja sempre claro sobre o que você está tentando atingir. Quebre o objetivo de longo-prazo em vários menores de curto e não se distraia! Comunique e colabore com os times de marketing, vendas e RH. Identifiquem responsabilidades e co-criem valor.

Mas e o que fazer com líderes que não se engajam? Ouça-os com cuidado, mostre que sua opinião importa, mas tome uma decisão: os influencie ou siga em frente sem eles.

Em resumo, para qualquer decisão, considere sua cultura! Ouça as pessoas e seja capaz de balancear as necessidades delas e as do negócio. Seja capaz de empoderar as pessoas a fazerem o que é melhor a elas (Ex: trabalhando remotamente ou voltando presencialmente ao escritório). E, mais importante, confie nelas. Não as ponha em um lugar em que elas não querem estar.

Lembre: Employer Branding não é responsabilidade apenas do RH ou Marketing, é de todas as pessoas da empresa e também do board executivo. Sendo assim, envolva todos na tomada de decisão e na construção das estratégias para esta nova era do Pós-Covid-19. Afinal, se a era passada nos ensinou algo é que nunca, nunca, estamos neste mundo sozinhos.

Ana Carolina Lafuente
Por Ana Carolina Lafuente

Carioca de nascença, paulista de coração, meio brasileira e meio espanhola. Ana Carolina é formada em Publicidade e Propaganda pela ESPM Rio. Apaixonada por comportamento humano, começou a se aproximar da área de Pessoas na empresa júnior da faculdade e não largou mais dela desde então. Descobriu seu amor pelo empreendedorismo e seguiu sua carreira ajudando principalmente startups ou empresas em crescimento exponencial. Atuou em Employer Branding na Stone Pagamentos, tempo em que se especializou no tema através de cursos na ESPM e Lemonade School. Recentemente, concluiu uma formação em Product Management pela PM3 e hoje toca a área de Employer Branding da Collact, plataforma de CRM e fidelização de clientes, detentora do app e diretório ‘Compre Local’ e investida da Stone Pagamentos. Além disso, Ana ama escrever, descobrir diferentes culturas, viajar, conhecer novos lugares, bares e restaurantes, cozinhar, fazer exercícios, yoga e não dispensa um bom café ou uma taça de vinho.