Em um cenário onde os talentos são cada vez mais valorizados – e disputados – pelas empresas, o tema Employer Branding ganha cada vez mais espaço na pauta de prioridades das áreas de RH. Mas você sabe como surgiu e o que o termo realmente significa?

Employer Branding (ou marca do empregador) é a expressão usada para descrever a reputação de uma empresa como empregador. Em outras palavras, pode ser definida como a imagem de uma organização como um ótimo lugar para se trabalhar na mente dos funcionários atuais e de potenciais futuros funcionários.

O termo foi usado pela primeira vez na década de 90, mais precisamente em um artigo publicado em 1996 por Simon Barrow e Tim Ambler no Journal of Brand Management. Este estudo acadêmico é considerado como a primeira tentativa de aplicação das técnicas de gestão de marcas à gestão de recursos humanos e, desde então, o conceito de Employer Branding tornou-se amplamente adotado pelas organizações em todo o mundo. Em 2001, das 138 principais empresas pesquisadas pelo Conference Board na América do Norte, 40% afirmaram estar ativamente envolvidas em alguma iniciativa de marca do empregador.

Conceitualmente, as ferramentas usadas na construção e gestão da marca do empregador são praticamente um espelho das técnicas usadas pelas áreas de marketing na gestão das marcas das empresas na mente e coração de consumidores e clientes. Ou seja, as áreas de RH vêm aplicando conceitos para atrair candidatos, engajar funcionários e reter seus principais talentos, da mesma forma que o marketing se preocupa em atrair e reter clientes e consumidores. Não é à toa que encontramos profissionais das áreas de marketing e comunicação liderando as iniciativas de marca empregadora em muitas organizações.

Mas diferente do que ocorre na gestão de marcas feita pelas áreas de marketing, que se concentra na reputação externa dos atributos da empresa, a atratividade da marca do empregador é resultado da combinação de dois mundos: dos atributos compartilhados pelos seus colaboradores e da reputação percebida pelo mercado. E é aí que as organizações enfrentam um grande desafio. De nada adianta investir na divulgação externa de sua EVP (Employee Value Proposition) se os funcionários estiverem compartilhando com o mercado uma realidade diferente daquela promovida pelo RH da empresa.

Nos próximos artigos, vamos explorar a importância da definição da EVP de uma organização e falar sobre o impacto das redes sociais na gestão de marcas empregadoras, o Employer Branding 2.0.